Freud e a castidade

Freud achava (sim, achava) que, no fundo, todos somos animais com necessidades materiais (fome, sede, sexo, sobrevivência, abrigo, etc.). A castidade, assim como todas as atitudes de continência e santidade, nada mais seria que um forma artificial de convivermos em sociedade sem grandes distúrbios coletivos.

Estaria Freud certo? Bem, tenho certeza que não! Assim como eu, pensam (e pensaram) o Padre Paulo Ricardo, a Igreja e tantos santos homens e mulheres nestes dois mil anos. Freud pensava que essa pulsação, que emanaria de dentro de nossa alma, que nos leva à saciedade em nossas necessidades é o que nos configura a vitalidade de nosso Ser e que, apesar dos pesares e sofrimentos, a castidade e as virtudes tipicamente cristãs não eram senão freios impostos às pessoas pelas religiões “castradoras”.

Há, no entanto, real progresso espiritual na satisfação de tais necessidades? Afinal, o Paraíso estaria nessa Terra, nesse mundo? Eis, neste problema, a razão de mais e mais parcelas dos sere humanos abominarem a Verdadeira Religião, à medida que a sociedade se prostra diante de toda classe de bestialidades, As pessoas não aceitam a continência, se apegam às aparências como se se tratasse de suas verdadeiras essências. Isso é a tal idolatria: colocar as aparências (os eídolon) acima do verdadeiro Eu, que habita o “Jardim das Delícias de Deus” (nas palavras de Santa Teresa d’Ávila), o âmago de nossa alma.

Veja mais, assistindo a essa bela exposição do problema, na pessoa do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr.:

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5 ideias sobre “Freud e a castidade

  1. nalub7

    PERGUNTA BEM FORMULADA E QUE LEVA À RAZÃO: “Há, no entanto, real progresso espiritual na satisfação de tais necessidades? Afinal, o Paraíso estaria nessa Terra, nesse mundo? ” Pelo que tenho estudado e pesquisado em livros sérios, coloco aqui minha humilde opinião: Não há progresso algum espiritual através da satisfação das necessidades animais. A parte animal é uma deformação da natureza, uma doença. E para que seja controlada precisa ser alimentada estritamente no necessário, até que se cure. Fato é que morremos e nascemos, o que prova que a parte animal é fora do natural e que o paraíso não se encontra neste universo eletromagnético em transformações e, por isso mesmo, perecível. A parte animal corresponde ao universo perecível, que está fora do seu verdadeiro estado natural (o seu antes de ser o que é). A parte RACIONAL, que uns chamam de alma ou dão outros nomes (isso não importa), corresponde ao universo real, a ORIGEM, a FONTE PRIMORDIAL DIVINA. Quem se limita à satisfação, principalmente sem limites, de sua parte animal, está se condenando a permanecer no universo perecível, onde tudo se transforma de uma vida para outra e de uma forma para outra em classes inferiores, deixando de ser animal RACIONAL, para se transformar em animal irracional, por não contemplar a sua parte RACIONAL (que é a alma da vida). Assim, fica ligado somente à parte animal, às energias do chão, elétrica e magnética, que muitos chamam de diabo, demônio, satanás, capiroto, pé preto, capeta, Lúcifer etc. Mas, essa energia elétrica e magnética, antes de ser o que é, era uma ENERGIA PURA, LIMPA E PERFEITA e que se deformou. Como se deu essa deformação, causada pelo transbordamento do limite do gosto e da vontade, encontramos agora, em detalhes, nos Livros de Cultura Racional, Universo em Desencanto. Onde nos é esclarecido quem somos, de onde viemos e para onde vamos e como vamos. Trata-se de um Conhecimento Cultural que nos dá a linha RACIONAL a ser seguida para que todas as instituições da Terra alcancem o equilíbrio e a união dos povos.
    Portanto, com todo o meu respeito a Freud e seus seguidores, porque o respeito é um dever de todos para com todos, devo dizer que a linha Freudiana é uma linha fora do natural, por dar prioridade à parte animal que NADA VALE e com um agravante, em detrimento da parte superior, que é a parte RACIONAL (OU ALMA, COMO QUISEREM). Essa linha Freudiana surgiu para lapidação de todos aqueles e aquelas que se julgavam mais que a natureza. Aí, veio o castigo: a linha Freudiana, como quem diz: “Ah, você se acha o bom, o injustiçado, os outros é que estão errados? Então, toma lá a linha Freudiana, que vai aplaudir sua inconsciência, alimentar ainda mais a sua parte animal, mas, ligará você definitivamente na matéria.” Aí, quando você conseguir, se conseguir, acordar deste sono de pedra, irá chorar lágrimas de sangue, pois, compreenderá, às vezes tarde demais, que a linha animal é a linha do MAL e do MAU, ou satânica, ou enxofrosa, ou diabólica – que os nomes dados são tantos e que na realidade é a linha elétromagnética, a linha do CHÃO.
    Estamos neste mundo de matéria por castigo, para pagar o mal que fizemos para nós mesmos, ao sairmos da ETERNIDADE para constituir um universo artificial, ou seja, fora do natural, fora das LEIS DIVINAS. E é por isso que nós seres humanos sofremos desde que nascemos até à morte. Quando todos se conscientizarem disso, passarão a valor algum dar à matéria e a tudo que criamos nela e que se encontra fora das leis universais de PAZ, AMOR e FRATERNIDADE.
    A teimosia tem custado um preço muito alto que é o sofrimento constante, pavoroso e horroroso nos quatro cantos do mundo e em todas as instituições. O por quê desse sofrimento e padecimento todo? Por tudo e todos estarem adotando uma linha contra a sua natureza que é de RACIONAL. E ainda tivemos a audácia de dizer que raciocinávamos, de usar a palavra RACIONAL, por PENSARMOS, erroneamente, que o intelecto fosse raciocínio. Que o intelecto fosse RACIONAL. O intelecto é do elétrico e magnético. Ora, se fosse RACIONAL, já teria, há muito, com o seu desenvolvimento nos ligado, em vida, à FORÇA SUPREMA A TUDO E A TODOS, e o que vemos é o contrário, degradação cada dia maior. Portanto, todos ligados ao elétrico e magnético, dependendo dele para sobreviver, gostando do que ele oferece e dizendo que não gosta dele. Falam que não gostam do diabo, mas, ligados a ele dia e noite, noite e dia. E durma-se com um barulho desses. Só mesmo coisa de inconscientes, de gente que NÃO SE CONHECE.
    Portanto, Júlio, PARABÉNS pela postagem, é preciso mesmo e necessário que existam pessoas como você para alertar nossos semelhantes sobre o mito fantasioso e prejudicial à VERDADEIRA NATUREZA , como é o caso da linha Freudiana, QUE É CONTRA AS LEIS NATURAIS. Agora… depois de alertado, continua nela quem quiser, porque a vontade é livre, porém, “o preço do abuso é o fracasso dos abusados” (RACIONAL SUPERIOR). Gratíssimos pela postagem! FORTE E ELEVADO A BRAÇO!

    Resposta
    1. Júlio César Coelho (Ebrael) Autor do post

      Sim, Nágea! Não apenas Freud estava equivocado, com já foi provado que ele foi um charlatão, que falseou e forjou dados de experiências suas.

      A Vontade do Pai é proporcional ao desígnio seu de desenvolvimento do Universo, de progresso. Se Francisco de Assis chamava aos animais e flores de “irmãos e irmãs”, não acho que haja aí uma tal deformação anti-natural, senão estágios ainda incipientes de Consciência.

      Claro que não somos culpados por termos nascido nessa condição, mas o seremos se não procurarmos o progresso dessa mesma condição, ainda em Vida.

      Fraterno abraço!

      Resposta
  2. nalub7

    Ah… e mais, Júlio, tudo aquilo que é mal, que é prejudicial ao natural, à natureza verdadeira divina do ser humano, tem mesmo é que ser castrado, cortado, para que o ser humano ressuscite das trevas em que se encontra e se liberte definitivamente do mal e do MAU.

    Resposta
    1. Júlio César Coelho (Ebrael) Autor do post

      É, não sou a favor da “castração”, mesmo no sentido alegórico que você dá à palavra. Tudo que é obrigado, não surte efeito, nem mesmo se for a pessoa a se auto-impor tal atitude.

      Acho que tudo deve ter comedimento como critério. Temos que ter um real progresso, não um salto sobre o Abismo com asas de cera ao sol do meio-dia.

      Demonizar os desejos não resolveria nada. Devemos demonizar o pecado (o vício, o excesso de algum impulso).

      Por exemplo: matar é crime e pecado mortal, mas experimente um tarado abusar de minha mãe, para você ver se ele irá para o caixão com a cabeça sobre o pescoço!

      😀 Tudo tem perdão, menos a ignorância voluntária.

      Resposta
      1. nalub7

        Se ler novamente meu comentário vai concluir que falamos a mesma coisa, castrar, cortar os excessos, pois, precisamos da parte animal que transporta a etérea. O abuso é o que cai no que os religiosos denominam pecado. Amei: “Tudo tem perdão, menos a ignorância voluntária.” E foi essa que jogou a humanidade no abismo em que está. 😀

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