A Igreja e a histeria coletiva

Todas as grandes instituições do Ocidente foram criadas pela Igreja: hospitais, universidades, asilos, orfanatos, incluindo as fundações modernas da Justiça baseada no Direito Romano e os contemporâneos institutos de pesquisa científica, etc. A sociedade que hoje pisoteia e cospe na Igreja esconde-se, covardemente, de suas memórias. Uma sociedade que renega suas origens como um filho rebelde que se envergonha e rejeita sua mãe, se a pensarmos como um indivíduo coletivo, é uma sociedade histérica que se encaminha, a passos trôpegos, para a degradação e a demência.

Toda a civilização Ocidental se rebela hoje contra a Moral Cristã, da qual recebeu seu espírito, não por achá-la meramente hipócrita, mas porque, erroneamente, pauta sua liberdade num delírio caótico por mais e mais fruição, uma atração por bacanais  à moda neopagã, como se a Natureza e o ser humano se resolvessem em si mesmos e desses emanassem toda a harmonia e Leis possíveis. Todo o sentido de Caridade não é mais atado à necessidade de evolução moral, mas a conceitos vagos de felicidade e satisfação que passa, unicamente, pela realização temporal imediata ou, na melhor das hipóteses, no espaço dessa existência limitada.

Está cada vez mais patente que não importa mais a essa civilização o que seus olhos mostrem como real, mas o que suas mentes, de forma irrestrita, elejam como idílico. Como crianças eternamente imaturas, as pessoas relutam em refrear ou, ao menos,  moderar seus desejos, e acham que a sociedade deve fechar os olhos aos desvairios de suas loucas fantasias para que não se sintam rejeitadas. Mas, em que resulta a negligência diante do que é real, senão em histeria coletiva e posterior demência?

Poderia a civilização subsistir ao império do subjetivismo irresponsável, em que a realidade deve se conformar, forçosamente, ao que suas mentes imaturas decretam como real? Está a Igreja, ainda hoje, preparada para anunciar a Verdade diante de seus filhos enlouquecidos desde o útero (hysteros)?

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4 ideias sobre “A Igreja e a histeria coletiva

  1. evandro ribeiro

    Penso que o texto tem como tema um ponto central determinante a abnegação do legado da igreja em detrimento aos padrões contemporâneos de conduta social. Mas é uma pena que a linguagem não seja apropriada para um público mais eclético. E não somente de compreensão de semântica mas até mesmo de morfossintaxe. Mas valeu a intenção;

    Resposta
    1. Ebrael Shaddai Autor do post

      Bem, a considerar que você comete também erro crasso de coerência em sua “Interpretação” profética do artigo, digo que você me parece estar mais acima do que realmente está. Você diz: “Penso que o texto tem como tema um ponto central determinante a abnegação do legado da igreja em detrimento aos padrões contemporâneos de conduta social.”

      1) O certo não é “em detrimento aos padrões contemporâneos”, mas “em detrimentos dos”. E a palavra “detrimento” está diametralmente em oposição ao significado que deveria ter no texto;
      2) Quem abnega, o faz por altruísmo, não por orgulho, essa sim atitude típica da rebeldia humana para com a ordem natural, com fins egoísticos. O termo certo não é abnegação, mas rejeição;
      3) Igreja se escreve com inicial maiúscula, pois é nome de uma instituição, não um exemplar dentre outros, além de ter sido a primeira (se você admitir que há outras “igrejas”);
      4) Você escreveu “ponto central determinante”? Isso sim é verborragia! Encher linguiça seria prosaico! Substitua conduta social por comportamento; não doerá em nada;
      5) Assim, você, Mestre em Língua Portuguesa, deveria ter escrito (para se fazer entender): “Penso que o texto descreve a rejeição do legado da Igreja em favor dos padrões contemporâneos de comportamento”.

      Se precisar de aulas de Português, pode me escrever. Acho que você necessita urgentemente de um “semancol”. Obs.: Não te empresto o meu!

      Passar bem! 😀

      Resposta
  2. Leila

    Detesto essa conduta. Mostra que não tem controle e que de forma infantil fica possuído por uma força irada, que não gosta de ser contrariado e nem suporta críticas ou outras interpretações.

    O pior é que não muda. Onde esta meu comentário? Por que tem que ser tão ditador afastando as pessoas de você?

    Eu, o Evandro ou os que te visitam temos o direito de criticar, gostar ou não do que você escreve.

    Só não vale grosserias, ofensas, mas você não dá o exemplo.
    Que coisa! Será que não cresce?
    Você não é o dono da verdade.
    Você não deve condenar com estupides aqueles que te criticam ou não concordam com você.
    Se você reage assim, virtualmente, o que não faria se estivéssemos na sua presença?

    Fico indignada com você, como sua mãe deve ficar, por ver uma pessoa tão inteligente como você ser rejeitada e mal amada. Falta carisma, charme, encanto pessoal fruto do Amor , da misericórdia ao próximo.

    Que pena!

    Resposta
    1. Ebrael Shaddai Autor do post

      Leila, em primeiro lugar: você não sabe delinear os limites de certos conceitos. Vamos por parte…

      CRÍTICA. O que é uma crítica? É um contra-argumento que enfatiza uma visão alternativa e que sugere mudanças a uma ideia ou um conjunto de ideias. Crítica não é uma frase ou duas, elaboradas com meia dúzia de palavras mal pescadas no dicionário só para parecer que está argumentando. Isto não é crítica, nem argumento. Repito: é verborragia! Você sabe o que, NO INÍCIO de nossos diálogos, me apaixonou em você? Seus discursos apaixonados e cheios de pormenores argumentativos. Você tinha gana de argumentos. Nós não ficávamos xingando um a crença do outro apenas, mas criticando um a crença do outro baseados em ARGUMENTOS. Isso é crítica, isso é dialética.

      MISERICÓRDIA – me diga, o que é misericórdia? Coração compassivo, mas jamais fraco, nem indolente ou pusilânime. O fato de eu achar ou não que tenho uma parte da Verdade não me dá o direito de ser cruel, mas menos ainda de me furtar a falar a Verdade, de ser sincero, DOA A QUEM DOER. E mais: misericórdia a quem é misericordioso. Educação a quem tem educação. Você, por acaso, aprendeu de sua mãe a dizer “bom dia” ou “olá” nos lugares onde vai? Na internet, você não pratica mais isso? E seu amigo? “Exigir” misericórdia quando levamos um tapa bem dado é fácil. Quero ver renunciar a agir instintivamente e se pautar no conteúdo.

      Você é que não cresce. Não aprendeu que a Vida é séria e a Guerra é dura. Não aprendeu que homem não tem direito de reclamar, mas apenas o de ser melhor que ontem e trabalhar para ser melhor amanhã. O conteúdo do que aprendemos tempera nossas mãos, mas nossa língua fala do que o Coração tá cheio. Se meu Coração não estiver cheio de Amor, ao menos não está cheio de fingimento, de hipocrisia nem de ódio. O ódio é frio, e esse não sobrevive em mim. O que sobrevive em mim é o ímpeto. Se você não entender isso em mim, dificilmente entenderá alguém mais nesse mundo que não seja da sua “panelinha”.

      Mais: mal-amado? Não me confunda, Leila! Não estás diante do espelho! Rejeitado? Não, minha esposa me ama como eu sou e ela não sente as minhas farpas. E por que? Por que sabe qual o meu espaço e qual o dela dentro do Castelo comum. Princesa que tenta modelar o trono do Príncipe acaba perdendo o braço! Carisma, charme, encanto? Para que? Para ser um Papa Francisco da Vida? Evangelizar com “jeitinho”, com carinho, com “amorzinho”?? Para responder como um lord que mais parece um covarde do que homem? Queria ver se você ouvisse Jesus chamar um pai seu que fosse sacerdote de cloaca ou sepulcro podre, você também o chamaria de solteirão rejeitado?

      Reflita mais! Seja mulher e pare de ficar reclamando. Entre para argumentar, não para reclamar. Para blog, não há PROCON!

      Resposta

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