Namoro: projeto de entrega total ao Amor

Namorar lembra outro verbo: enamorar-se. O que querem dizer esses verbos? Significam “deixar-se tomar pelo Amor”. Mas, o que significa Amor, hoje em dia, para a juventude? Amor, acaso, é apenas entrega e rendição de corpo, visando prender alguém em suas redes pela submissão aos desejos carnais? Ou seria, ainda, uma forma de contornar a carência gerada pela recusa em comprometer-se, porém mantendo uma vida sexual ativa? Sim, as palavras “Amor” e “namoro” foram totalmente distorcidas e moldadas segundo a degradação moral a que se submeteu a sociedade negligente.

Amor exige entrega, não somente de corpo. Guardar o Templo do Corpo fica difícil quando somos movidos pelos desejos de poder e sexo impuro. Assim, o Altar de tal Templo (ou seja, nosso Coração) é profanado e torna-se antro de maldições e escravidão. O desejo de poder exclui o comprometimento; a ânsia por sexo visa apenas o abuso do outro, sem uma entrega pessoal responsável, quando não mesmo mentirosa.

Para namorar, deveríamos saber o que é o Amor. Mas, como sabê-lo, se ainda não o vivemos? Como amar alguém, se não aprendermos a nos resguardar da tirania de nossos próprios desejos egoístas? Isso passa pelo exemplo dos pais. Passa pelo testemunho dos pais de como o Matrimônio é o único destino possível de um namoro legítimo e baseado no desejo de amar verdadeiramente. Os pais, baseados em seu próprio testemunho, passam aos filhos os valores que tornou seu Amor realmente frutífero na concepção dos mesmos.

Enquanto as pessoas não entenderem que o sexo só tem sentido dentro do Matrimônio, real entrega por Amor ao outro e à Criação do Pai Eterno, com ênfase nos filhos; enquanto não se tiver bem claro o fato de que o sexo ‘livre” é real cadeia de sofrimentos e decepções, cujos prazeres são passageiros; se o namorados não se aterem ao fato que namorar não é “viver” ou “passar um tempo” com alguém, muito menos entregar o corpo sem entregar a própria Vida, então o Amor, baseado num namoro de aluguel, será apenas um conceito absurdo, cujo termo é usurpado como premissa para legitimar a promiscuidade e a irresponsabilidade.

As meninas de hoje querem ter os mesmos direitos que os homens, mas não estão cônscias dos mesmos deveres que devem assumir. Acham normal conceber filhos para criarem-nos sozinhas, como se pudessem prescindir, livremente, da necessidade da presença de um pai forte, viril, honrado e responsável. Não escolhem os pais de seus filhos entre namorados legítimos, mas apenas entre os que estariam dispostos a adotá-los e rezar suas cartilhas feministas.

Outras meninas ambicionam fisgar esse ou aquele rapaz mais bonito, mais rico, mais popular, sem verificar se o caráter de tal rapaz favorece o cultivo do Amor, da entrega, do compromisso. Quando se apaixonam, se entregam sem garantia, e muitas vezes acabam de mãos e camas vazias. A maioria delas não pensam mais em namorar para ter uma família, mas em satisfazer sua vaidade diante das amigas e/ou sua ânsia por sexo de qualidade, sem nem mesmo pensar no futuro que são responsáveis em construir. Para isso, é necessário estar consciente de seus deveres. Para isso, é necessário amarem a si mesmas e ao “Templo” de seus corpos.

Os rapazes de hoje são fracos, débeis, com mentes subnutridas pela vaidade e egoísmo. No fundo, como muitas meninas, são românticos, mas sufocam esse idealismo pelo pré-conceito, engolido de forma automática, de que Amor é fraqueza, de que a Família está falida e acaba com seus sonhos. Ficam com o que a sociedade lhes lega como escombros do que já foi adequado. Ficam com as facilidades de um sexo sujo, fácil. Se é fácil, não tem valor. Se não tem valor, gastam como fazem com fósforos: acabou o fogo, jogam fora!

Namoro só tem sentido se visar o Casamento fundado no Amor e na entrega total de vidas. O casamento traz alegrias e dissabores, segurança e duras batalhas, crescimento e amadurecimento. O sexo, no casamento, é menos passional à medida que se torna mais e mais seguro. As delícias perigosas terminam, mas o êxtase da permanência e da invencibilidade torna o sexo conjugal, além de frutifero, eterna conjunção de corpos numa só carne, bem como união de almas numa só Vida!

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