O Sagrado Matrimônio e a noção moderna de Liberdade

Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e unir-se-á à sua mulher.
E serão os dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne.
Portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem. (Marcos 10: 7-9)

De cara, já nos deparamos com as dificuldades que a sociedade moderna tem de aceitar aquilo que o próprio Cristo determinou e a própria Natureza impõe. Isso, como se já não bastasse a preeminência que a Palavra de Deus já conferia ao Matrimônio legítimo por todo o Antigo Testamento.

Como toda essa sociedade moderna pode se declarar cristã se não segue as instruções do próprio Cristo? Acaso, seguiria essas instruções se repetidas por Cristo vindo pela segunda vez? Haveria, pois, a Palavra de Deus e o Evangelho de modificar-se para não confrontar os vãos delírios da modernidade? Pois, já não existem, porventura, seitas que se intitulam “igrejas inclusivas”, que admitem o divórcio como solução de uso corriqueiro para casamentos fracassados e distorcem as Palavras de Cristo, ao declararem que a homossexualidade era incluída no sentido da máxima evangélica “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” ??

O Matrimônio é sagrado pois: 1) Ele foi instituído por Deus; 2) Foi recomendado por Cristo (sem alternativas); 3) Está inscrito nas próprias Leis Naturais; 4) Dele depende a continuidade da espécie humana.

Só o parágrafo anterior já deveria bastar para que cada um assumisse, com responsabilidade, seu papel social cabível, respeitando os ditames que a Natureza, consistente amostra das Leis Divinas, nos impõe por nascimento. Os desejos sexuais quase sempre revelam, em um sentido mais ou menos intenso, a função biológica que a Natureza nos confere. Mas, ainda que os mesmos não representem, subjetivamente, a masculinidade ou a feminilidade de cada um, por vezes o oposto, a realidade objetiva nos impõe o casamento como a realização plena de nossa presença humana no Planeta.

familia

Se você nasceu homem, seja homem! Vá à luta e assuma seu papel, de forma viril e ajustada às necessidades de sua Família. Se você é mulher, resguarde seu corpo, pois ele não apenas é um Templo do Espírito Santo, mas também invólucro que engendra o milagre da Vida! Filhos, respeitem e obedeçam seus pais! Quem não obedece, jamais será obedecido de forma espontânea! Lembrem-se: seus pais já foram adolescentes, e um dia vocês terão de ser pais e mães da próxima geração. Pais zelam e protegem, estabelecem a autoridade; mães santificam o Lar e são sua Glória; e, os filhos? Ah, os filhos são os frutos da bênção de Deus sobre aqueles que se dispuseram a seguir o destino natural dos seres humanos!

Casais, amem-se, respeitem-se e jamais se traiam! A fidelidade é a rocha sobre a qual o Amor se torna absolutamente inquebrantável. Mas, se houver infidelidade, procurem colocar o Amor acima de tudo o que o mundo espera que você faça: perdoe! O perdão é a única coisa que torna o Amor indispensável e, portanto, sem limites. Vivam para sua casa, um para o outro, e os dois para os filhos. O Lar familiar é o território da primeira e mais importante sociedade do Mundo: a Família.

O Matrimônio é o solene compromisso do Amor e da entrega. Haverá maior liberdade do que a livre entrega? Cumprimos nosso mandato como seres humanos, como Cristo nos instruiu a fazer, e nos libertamos das inúmeras ilusões estéreis do mundo lá fora. O sexo só tem sentido dentro do território imaculado do Matrimônio, alimentando sempre o desejo de partilharem, pelas vidas do que vêm ao mundo, o Amor que os torna uma só carne. O sexo fora do casamento é mancha egoísta, satisfação momentânea de quem não quer ver no sexo algo sagrado, senão apenas uma diversão de fim-de-semana. Diversão essa que nos retira a liberdade de pensar sem antes consultar os apetites do corpo, sempre mais exigentes e tirânicos. Jogos perigosos desses enlaces de momento, atiçando paixões infrutíferas, ódios e ciúmes, que tendem a nunca se realizarem num casamento confiável, visto que sempre haverá a sombra do pensamento “se ela se entregou a mim sem garantia, por que não o faria a outro?”.

casamento

Como já cantava Padre Zezinho, para a sociedade apóstata atual, “o casamento já virou consórcio, compromisso de ninguém”. Se tiver Amor de verdade, perseverando sempre na oração, sem cobranças e iras, o divórcio sequer passa pela cabeça das pessoas, não obstante todos os dissabores que possam ocorrer. A união de um homem e uma mulher no Matrimônio já não é exclusiva deles, mas para a Família, os filhos e o exemplo que damos aos outros seres humanos. Porventura, com o divórcio recebemos de volta alguma liberdade? Não, a liberdade de ação plena fica sob os escombros do casamento esfacelado. O que chamamos, nesses casos de liberdade, não passa muitas vezes de vaidade, confundida com dignidade resgatada.

Muitos casamentos já começam com prazo de validade estampados nos corpos dos recém-casados. Quem nunca ouviu de um casal que dizia em público “quando não der mais, quando enjoarmos um do outro, separamos e vai cada um para o seu canto”? Existe maior culto à vaidade do que esse? E os filhos? Não sabem desde cedo, já que muitos são filhos de pais separados,que as crianças precisam da referência paterna e materna juntas para que passem adiante a necessidade de um casamento sólido? Depois, ainda, lamentam pelas vidas desarranjadas dos filhos. Claro, eles não viram nem o casamento de seus pais preservado, como colocariam o matrimônio como ideal máximo de suas vidas?

Há ainda os que separam-se por deficiência na vida sexual. O que as pessoas não entendem é que cônjuges não têm, nem devem ter, vida sexual como pessoas da rua. No casamento, o foco não é a realização sexual; nele, a estrela não é você, mas o outro. A satisfação do outro, inclusive a sexual, deve povoar nossos pensamentos diários. Mas, com o passar do tempo, à medida que nos acomodamos e nos consolidamos na vida, olhamos para trás e nos ocorre uma certa nostalgia dos chamados velhos tempos. Esses velhos tempos não voltam; são fases que, cedo ou tarde, findariam. Que bom se tiverem passado ao lado de quem amamos e a quem nos devotamos. Enfim, o castelo-forte do casamento estará construído, e os cônjuges, rei e rainha desse castelo, terão de se dedicar à manutenção, a qualquer custo, desse patrimônio espiritual que é o Sagrado Matrimônio.

O “casamento” gay

Coloquei entre aspas, obviamente, porque não existe nenhum “casamento” gay! O que há são uniões estáveis (na melhor das hipóteses) entre homossexuais. Só há um casamento válido, entre um homem e uma mulher, monogâmico, tendo em vista a procriação e criação de filhos na Fé e na moral, a glória da Família humana e a perpetuação da espécie que é a Coroa da Criação Divina.

Sob todos os pontos de vista (natural, cristão, moral e jurídico), o que chamam de “casamento” homossexual é uma ilusão antissocial. Da biologia, vemos que a união homossexual não pode gerar filhos, coroa maior de um casamento. A conjunção carnal decorrente não gera nada, senão sêmen misturado a fezes.

Tal união é também uma aberração jurídica, pois o matrimônio repete a Igreja: precisa engendrar herdeiros e ter definidos os papéis sexuais dos tutores de crianças (caso consigam adotar alguma) em caso de um suposto “divórcio”. Juridicamente, não satisfazendo nenhum desses pré-requisitos, se equalizada ao casamento legítimo heterossexual, a união sexual rebaixaria o próprio status do matrimônio. Para equalizar o status da união gay ao do casamento heterossexual, precisariam extinguir aqueles dois pré-requisitos, o que tornaria um casamento equivalente a qualquer outro tipo de sociedade civil, à qual muito facilmente se rompe hoje em dia.

Do ponto de vista cristão, batemos na mesma tecla. Essa é a dura realidade! Romanos 1:25-27:

Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém!
Por isso, Deus entregou os homens a paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram a relação natural em relação contra a natureza.
Os homens fizeram o mesmo: deixaram a relação natural com a mulher e arderam de paixão uns com os outros, cometendo atos torpes entre si, recebendo dessa maneira em si próprios a paga pela sua aberração.

Para nós, cristãos, os homossexuais, por pretensas falhas genéticas ou livre escolha, são pessoas que precisam de ajuda para saírem da teimosia de privilegiar seus próprios e mesquinhos desejos sexuais estéreis e vir para a Luz do Sagrado Matrimônio que, ao mesmo tempo, lhes dá a certeza de estarem cumprindo a vontade do Criador e de realizarem-se plenamente como homens e mulheres responsáveis e maduros.

Sempre que o ser humano coloca diante de si seus desejos como único prisma de apreciação da realidade, ele sai machucado, machuca a outros, desalinha-se com a Natureza a atrai para si uma gama imensa de sofrimentos (físicos, sociais, espirituais e mentais). Essa sanha de querer exigir a equalização de suas uniões estéreis ao legítimo Matrimônio, fecundo e rico em si mesmo, leva-os a um estado delirante de teimar em certos conceitos, sempre sob a ótica de suas fantasias sexuais, renegando aquilo que lhes é demonstrado de forma cristalina. Rejeitam a verdade com a obstinação de quem defende a própria sobrevivência contra algo que lhes ameaça. Na verdade, não lhes ameaça em nada, senão à subsistência de seus desejos insaciáveis por mais e mais prazer irracional e bizarro.

***

Pai de Misericórdia e de Justiça, resguarde as famílias de teus servos do Mal que há lá fora; das mentiras que nos são apresentadas; das ameaças dos perseguidores anticristãos, do ódio das hordas endemoninhadas dos pervertidos. Envie tua graça sobre teu povo e converta o coração dos filhos para os pais, e dos pais para os filhos, para que se compreendam, se amem, se respeitem e sigam a trilha que bem preparaste para os que te esperam.

Que maridos e esposas se guardem, se protejam, se cativem e se apaixonem cada vez mais por suas Famílias, por suas Alianças e pela Igreja de vosso Filho ! Que reneguem as traições e arrojem longe os rancores anteriores! Perdoem-se mediante tua palavra, e exorcizem seus leitos com sua entrega! Esperem por tua Consolação nesse Mundo e caminhem juntos até o fim, aguardando a Coroa da fidelidade, que reservas para os que perseveram na verdade e no Teu Amor.

Oramos, também, Senhor nosso, para que aqueles que rejeitam o mandato do Sagrado Matrimônio se voltem para ele como filhos pródigos retornam para as tarefas que nosso Pai lhes incumbiu diante da Criação. Que os homossexuais encontrem Paz, convertam-se a Ti  para restituírdes neles o trono da Razão sobre as paixões e a messe suave em seus corações empedernidos no erro.

Em nome do Senhor Jesus Cristo , vosso Filho, na unidade com o Espírito Santo. Amém!

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